fbpx

A Caridade Privatizada em Florianópolis

A expansão da pobreza, que é uma lei inerente ao sistema capitalista, ocorre a olhos vistos em Florianópolis. A situação que já é grave ganha dramaticidade com o arrocho sobre a rede de assistência social pública do município, que desde 2014 não tem expansão do número de assistentes sociais. São apenas 140 profissionais no sistema público municipal, isso para uma população de cerca de 500 mil habitantes, que desde 2014 aumentou em 47 mil pessoas. Mais uma faceta perversa do abismo social que se amplia sob nossos pés.

A Assistência Social tem caráter público e o projeto ético-político da categoria tem como pilar a emancipação humana, e não uma concepção caritativa. Mais do que doação de cestas básicas, a rede de assistência deve ser muito mais abrangente, envolvendo todas as dimensões humanas e estando integrada ao sistema de seguridade social (saúde, previdência e assistência). Entretanto, mediante o baixíssimo número de profissionais para atender a população e o desmonte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tais horizontes permanecem como letra morta.

Como contrapartida, cresce a entrada de entidades privadas na área da assistência, muitas vezes sem nem ao menos contratar profissionais da área. Estas entidades são registradas no CEBAS (certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social) e recebem isenção de impostos pelas atividades de cunho assistencial, muitas delas sendo geridas por igrejas. Neste cenário, intensifica-se o caráter assistencialista caritativo, avançamos na privatização da assistência social e se esvazia a capacidade de autonomia profissional dos assistentes e de suas entidades organizadas, tudo com base em muito desvio do recurso público para o setor privado por meio de renúncias fiscais.

Nossa candidatura tem compromisso com a abertura da caixa preta das renúncias fiscais direcionadas para entidades filantrópicas e todas as demais empresas privadas que invadem as atribuições antes públicas. Somente atacando tal cenário é possível defender a verdadeira expansão da rede de assistência por meio da abertura imediata de concursos públicos.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Receba os
nossos conteúdos

[contact-form-7 id="488" title="Conteúdos"]

Contribua!