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Como Estão as Mulheres Trabalhadoras em Florianópolis

Sobrecarregadas com as tarefas de cuidados com crianças e idosos, com baixos salários, em subempregos ou desempregadas, assim se encontram as mulheres trabalhadoras de nossa cidade. Uma situação que consolida a histórica posição de trabalhos precarizados com o adicional das tarefas domésticas e de cuidados, nas duplas e triplas jornadas.

Em 2019, 56 mil mulheres realizavam continuamente tarefas de cuidados de moradores do próprio domicílio ou de parentes em Florianópolis. Isso equivale a 24% das mulheres com 14 ou mais anos de idade do município. Ao longo da pandemia, cerca de 9 mil empregos formais ocupados por mulheres foram fechados.

No mercado de trabalho os salários das mulheres sequer alcançam o valor também rebaixado da mão de obra masculina, recebendo em média 1/3 a menos que os homens em Florianópolis. Uma desigualdade que diante do aumento do preço dos alimentos, aluguéis, destruição dos serviços públicos e desemprego massivo imprime à vida das trabalhadoras uma condição de vulnerabilidade que se expressa na miséria e no aumento da violência doméstica.

Com 45% das mulheres fora da força de trabalho e menos da metade delas empregadas, essa situação se agrava. A negação do direito fundamental ao trabalho é funcional à lógica capitalista, pois serve para baratear a mão de obra como um todo, aumentar os lucros e destinar as trabalhadoras à função de suprirem a lacuna deixada pela precarização sistemática dos serviços públicos. Na ausência de uma educação integral e de um completo sistema de seguridade social, as mulheres trabalhadoras acabam tendo de cuidar de crianças, idosos e doentes, sempre em condições precárias onde abundam a informalidade e os baixíssimos salários.

Diante deste cenário, que se agrava ainda mais nos não poucos lares mantidos por mulheres, é preciso organizar, mobilizar e politizar as mulheres trabalhadoras, que hoje são mais da metade da população de Florianópolis. A luta por transformar radicalmente a vida das mulheres precisa caminhar junto da luta da classe trabalhadora. Se a Revolução é substantivo feminino, apenas a classe trabalhadora tem interesse na sua real efetivação.

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