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Como Ficam os Trabalhadores das Artes em Meio à Pandemia?

Publicado originalmente em 7 de Julho de 2020

A pandemia revelou o nível da precarização encontrada no mercado de trabalho brasileiro. Com a paralisação das atividades, uma massa de trabalhadores informais ficaram imediatamente sem renda. Dentre esses trabalhadores, uma das categorias mais afetadas foi a dos artistas e dos trabalhadores das artes em geral. Estes que já viviam em grande medida em ocupações instáveis e mal remuneradas, muitas das quais diretamente dependentes de editais ou mesmo de auxílios, agora nem isso mais conseguem acessar.

Os dados recentemente revelados pelo IBGE, por meio da pesquisa PNAD Covid, demonstram o drama vivido por esses trabalhadores durante a pandemia no Brasil. Em maio, o rendimento do trabalho daqueles que estavam ocupados em atividades artísticas, esportivas e de recreação chegou a apenas 55% do que recebiam habitualmente. Essa queda é mais significativa justamente entre os mais pobres, que tampouco contam com grandes reservas para se sustentarem enquanto não voltam as peças, os shows e a vida na cidade em geral.

Isso fica ainda mais evidente pelo fato de que cerca de um terço das pessoas que trabalham com artes, esportes e recreação ficaram sem renda em meio à pandemia. Além disso, até 70% desses trabalhadores não conseguiram obter mais que 1 Salário Mínimo (R$ 1.045,00) com suas atividades em maio.

Desvalorização da arte e exploração do trabalho artístico se somam para escancarar a miséria econômica e cultural do subdesenvolvimento que marca o nosso país.

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