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Quem pode comer bem na capital?

Há um grande debate em torno da alimentação no país. A especial ênfase na necessária alimentação ‘saudável’,  esconde por sua vez que essa é uma realidade cada vez mais distante para a grande maioria da população. 

De acordo com a recente pesquisa do IBGE acerca da variação do preço dos alimentos entre janeiro e junho desse ano, mesmo a alimentação mais básica está longe de ser possível para os trabalhadores. A pesquisa revela o aumento absurdo de itens básicos da cesta básica da população trabalhadora no Brasil. Alimentos como arroz e farinha de trigo sofreram um aumento de quase 20%, enquanto feijão preto e hortaliças chegaram a quase 30%; Tubérculos, raízes e legumes aumentaram mais de 40%, a batata inglesa chegou a quase 70%. Além disso, outros itens como ovos e laticínios aumentaram em quase 10%. De acordo com o DIEESE, o trabalhador compromete cerca de 48% de um salário mínimo para comprar alimentos básicos.  

O que os dados revelam vai muito além do aumento do preço dos alimentos. Eles expressam diretamente a precariedade das condições de vida da população que diante do desemprego e cortes de salários se vê submetida a uma alimentação deficitária em que alimentos importantes como frutas e legumes acabam distantes da sua mesa. Isso afasta trabalhadores e trabalhadoras da ilha, e de todo o país, de uma alimentação digna e os empurra para os produtos baratos oferecidos pela grande indústria de baixa qualidade nutricional. Vai-se o arroz, o feijão e o peixe. Entram os ultraprocessados. Essa condição que submete a classe trabalhadora a uma alimentação empobrecida tem como consequência um adoecimento físico e mental generalizado, a curto e longo prazo. 

É insuficiente, portanto, afirmar, que a alimentação é um direito humano. A alimentação também é resultado da guerra de classes contra os trabalhadores. O aumento do preço dos alimentos básicos afeta o povo trabalhador de Florianópolis e de todo o Brasil e enquanto isso a burguesia segue com seus restaurantes de luxo e itens importados. É preciso ter consciência de quais relações precisamos destruir para a reivindicação de melhores condições de vida para os trabalhadores, que incluem uma alimentação digna com acesso a alimentos essenciais para a vida como frutas, legumes e hortaliças. Mais do que nunca é necessário uma luta diária para a construção de um futuro revolucionário e socialista. 

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