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Retorno às Aulas Presenciais: Uma Tragédia Anunciada

Publicado originalmente em 21 de Setembro de 2020

No dia 09 de setembro, o secretário estadual de educação Natalino Uggioni apresentou o Plano de Contingência estadual para o retorno às aulas presenciais em Santa Catarina. Apesar de a pandemia seguir com força, o retorno será permitido a partir do dia 13/10. As consequências podem ser mortais.

O Plano apresentado conta apenas com diretrizes muito gerais para o planejamento das escolas e municípios. Na prática, tais diretrizes são em sua grande maioria inviáveis de serem implantadas com eficácia em escolas totalmente sucateadas como as catarinenses. O projeto não faz mais do que jogar o fardo sobre as costas das comunidades escolares, desamparadas pelo assalto ao Estado que compromete o orçamento educacional ano após ano. Nas escolas falta água e sabão, mas o governo estadual lava as mãos com o sangue do trabalhador.

Em um primeiro momento, o retorno está previsto apenas para as séries finais, preparando o território para as demais. Se mesmo com o aumento da evasão e a queda de assiduidade nas atividades online o governo estadual comemora o “sucesso” do EaD, não há dúvidas de que esse novo movimento será usado em breve como peça propagandística para o retorno irrestrito das aulas. É este o mentiroso argumento que já está na boca dos sindicatos patronais de escolas particulares, os quais priorizam seus bolsos e exaltam exemplos de países completamente alheios à realidade brasileira – muitos dos quais, inclusive, foram obrigados a voltar atrás.

O ponto essencial é que, à parte problemas pedagógicos inerentes ao EaD, não é aceitável o retorno presencial sem a existência de vacina e achatamento da curva epidemiológica. Em Manaus, por exemplo, o retorno presencial das aulas veio acompanhado de aumento nas mortes e de cerca de 10% dos professores com testes positivos para a COVID-19 após apenas duas semanas.

Em Florianópolis, como viemos denunciando, este cenário é acrescido de cortes para saúde e educação no próximo ano. Tal como no resto do estado, os ACT abundam na cidade; certamente serão eles os primeiros jogados à fogueira para substituir os concursados que compõem grupo de risco, os quais por sua vez não demorarão muito a encontrar o mesmo destino, já que a prefeitura optou pelo eventual retorno de todos alunos numa única tacada. Nossa pré-candidatura seguirá denunciando este quadro, em defesa de vida digna para a juventude e os trabalhadores da educação!

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