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Terra e Agroindústria: Quem Pode Comer Bem em Florianópolis

O preço dos alimentos mais essenciais, expressos na cesta básica, aumenta cada vez mais no Brasil, consumindo mais da metade do salário mínimo dos trabalhadores. Florianópolis, por sua vez, possui a cesta básica mais cara entre as capitais. Alimento caro e de baixa qualidade tem sido a norma na mesa dos trabalhadores, e para mudar isso, para além de comprar orgânicos nas gôndolas dos supermercados de rico, é preciso discutir o tema da propriedade da terra e da agroindústria.

A estrutura da terra no Brasil é baseada no latifúndio, que direciona a maior parte de nossas terras para a exportação de soja e grãos. Para além disso, também o crédito e as condições técnicas de produção também são direcionadas para o latifúndio exportador. Com menos terra, crédito e tecnologia para a agricultura familiar que produz os alimentos básicos, o preço sobe e a mesa dos brasileiros é invadida pelos alimentos enlatados ultraprocessados produzidos pela agroindústria. Nela comanda as condições mais degradantes de produção, tanto para os trabalhadores superexplorados do setor quanto para a qualidade nutricional desses alimentos.

Em Florianópolis a situação é ainda pior. Na capital da especulação imobiliária, o verde que produzia alimentos tem sido sistematicamente substituído pelo cinza do concreto dos grandes empreendimentos imobiliários de luxo, o que encarece sobremaneira o preço dos alimentos básicos.

Para resolver o problema da qualidade e do preço dos alimentos precisamos discutir a ocupação do território na cidade e o acesso à propriedade. Os gigantescos terrenos baldios não podem mais servir para o interesse da especulação imobiliária, eles devem ser direcionados para moradias populares e hortas urbanas coletivas. Alimentação farta e de qualidade na mesa dos trabalhadores é tema revolucionário.

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